Uma perspectiva socioambiental sob o foco da Arte e da Lei com Teatro do Oprimido e grupo Marias do Brasil

Claudete Felix De Sousa

Resumen


Praticado nos cinco continentes, o método do Teatro do Oprimido foi sistematizado como vigoroso instrumento dialógico com a sociedade. O teatrólogo Augusto Boal, iniciou a criação deste método nos anos 60, durante o período de  ditadura militar no Brasil e fundou o Centro de Teatro do Oprimido, no Rio de Janeiro, em 1986, com sua equipe (da qual faço parte desde essa época), formando centenas de grupos populares. Marias do Brasil é um grupo formado por trabalhadoras domésticas, migrantes de regiões áridas do pais, com baixo nível de escolarização. Jogos, exercícios e técnicas especificas, possibilitaram que as atrizes montassem seus próprios espetáculos a partir de suas reais histórias de vida, inclusive músicas e poemas. As integrantes apresentaram em praças e teatros suas opressões sociais e discutiram diretamente com a população seus direitos trabalhistas e as mudanças urgentes na legislação brasileira. A técnica utilizada denomina-se Teatro-Forum onde cria-se um processo interativo com a plateia que, após assistir ao espetáculo, é convidada a substituir o personagem oprimido para mostrar alternativas contra às opressões vividas em cena. O resultado é o extenso apoio às mulheres migrantes e aos sindicatos, mais o fortalecimento das ações sociais dando maior visibilidade aos conflitos da categoria na busca de soluções trazidas pela legislação vigente. Trata-se de uma experiencia única, desde 1998, no Centro de Teatro do Oprimido, com o Teatro Legislativo, uma das vertentes do método, onde a Arte e a Lei potencializam a transformação social. 


Palabras clave


legislação; teatro do oprimido; trabalhadoras domésticas.

Referencias


Boal, A. (2009) Estética do Oprimido. Rio de Janeiro: Garamond.

Boal, A. (2002) Arco Íris do Desejo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.

Boal, A. (1999) Jogos para Atores e não Atores. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.

Boal, A. (2003) Teatro como Arte Marcial. Rio de Janeiro: Garamond.

Dados do IBGE (2017) Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística http://www.ibge.gov.br/home/

Felix, C. (2016) Marias do Brasil, trabalhadoras domésticas e atrizes na luta. Revista Metaxis nº 8 (Publicação do Centro de Teatro do Oprimido). Rio de Janeiro.

Freyre, G. (1977) Vida social no Brasil nos meados do século XIX. Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais. Rio de Janeiro.

Giacomini, S. (1988) Mulher e escrava: Uma Introdução ao Estudo da Mulher Negra no Brasil. Vozes. Rio de Janeiro.




DOI: http://dx.doi.org/10.15359/rnh.4-2.7

Revista Nuevo Humanismo.   ISSN Impreso: 1405-0234.   ISSN Electrónico: 2215-4078.

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